A Guerra da Arte

Esse é um daqueles livros que todo mundo deve ler. A Guerra da Arte fala sobre você, eu e todo mundo que deseja iniciar algo… Seja escrever um livro, iniciar uma dieta, lançar um projeto, vencer um vício, fazer um curso, mudar hábitos, encontrar sua vocação ou até mesmo iniciar seu projeto fotográfico.

Pressfield dividiu o livro em 3 partes: na primeira ele fala sobre o nosso maior inimigo, a Resistência. No segundo, sobre como combater a Resistência e no terceiro ele vai além e mostra o que acontece quando vencemos a Resistência.

Se você leva a sério a fotografia e quer ler algo que vai te dar um baita empurrão, te chacoalhar e te mostrar o que está te impedindo de ir além esse é O LIVRO. Fiz um resumo aqui pois quero levar esse conteúdo a mais pessoas… Espero que goste tanto quanto eu gostei!

A Guerra da Arte - Steven Pressfield

A Guerra da Arte

Possuímos 2 vidas: a vida que vivemos e a vida não vivida que existe dentro de nós. Entre as 2 encontra-se a Resistência.

Resistência é a força mais tóxica do universo: ela nos derrota, nos faz menores do que nascemos pra ser.

O inimigo é um ótimo professor. – Dalai Lama

Pressfield fala que “qualquer ato que rejeite a gratificação imediata em favor do crescimento da saúde e da integridade de longo prazo, evocará a Resistência”.

A resistência é uma força de repulsão. É negativo. Seu objetivo é nos afastar, distrair, nos impedir de fazer nosso trabalho.

Ela parece vir de algo externo. É comum a encontrarmos em parentes, namorados(as)/esposos(as), empregos, chefes… Porém, a resistência surge em nosso interior.

É o inimigo interno.

Ela é multiforme e está sempre mentindo e enganando. A resistência é como o Exterminador do Futuro, o Alien, o Tubarão: uma máquina de destruição. Ela não é pessoal: não sabe quem você é e não se importa. A resistência é uma força da natureza.

A Guerra da Arte
Hasta la vista, baby!

E uma coisa que me chamou muito a atenção é que quanto mais importante um projeto ou ação for para nós, mais resistência teremos em fazer.

Pressfield fala que o guerreiro e o artista (seja qualquer arte ou atividade que desejamos fazer) vivem pelo mesmo código de necessidade que dita que a batalha tem que ser travada a cada novo dia. Pois a resistência joga pra ganhar e se alimenta do nosso medo. É a auto-sabotagem mas é também a sabotagem dos outros. Por isso, nós devemos ser implacáveis não só com a gente mesmo mas também com os outros e o melhor que podemos fazer para os outros é servir de exemplo e inspiração.

Sintomas Comuns da Resistência:

– Procrastinação: é a mais comum pois é mais fácil racionalizar. Geralmente não dizemos “nunca vou começar meu projeto x” mas sim ” Vou começar meu projeto x, só que vou começar amanhã”. E uma coisa muito perigosa sobre a procrastinação é que ela pode virar um hábito.

– Vitimização. Colocar-se na posição de vítima é uma forma de agressão passiva. Fazer-se de vítima é o oposto de realizar seu trabalho. Podemos mudar o curso de nossas vidas nesse exato momento. Agora, podemos sentar e fazer nosso trabalho.

– Compulsões, problemas e qualquer coisa que chame nossa atenção é manifestação da resistência. Realizadores eliminam confusão/problemas de suas vidas, pois sabem que isso os impedem de realizar seu trabalho.

Como ela se apresenta:

  • Infelicidade. Nos sentimos mal. Entediados. Sem prazer em nada. Sentimento de culpa. Detestamos nossa vida. Detestamos nós mesmos. Surgem vícios, depressão, agressão.

Sócrates disse que “o indivíduo realmente livre somente o é até o ponto de seu próprio autodomínio. Enquanto que aqueles que não governam a si mesmos estão condenados a encontrar senhores que os governem.”

A Guerra da Arte

  • Crítica. Quando vemos outros começando a viver suas vidas autênticas, ficamos loucos se não estivermos vivendo a nossa própria vida real.A Guerra da Arte

Uma coisa muito legal que achei no livro é que o medo nos diz o que devemos fazer. Pressfield diz que o falso inovador é extremamente auto-confiante enquanto que o verdadeiro, morre de medo! Ou seja, quanto mais medo tivermos de uma tarefa (passo, ação), mais certeza podemos ter de que devemos realizá-la e mais gratificante será quando realizar.

A resistência é diretamente proporcional ao amor: O contrário do amor não é ódio, é a indiferença. Para que um projeto prenda nossa atenção pelo tempo necessário para se realizar, tem que estar ligado a uma paixão ou algo maior, que seja de suprema importância para nós.

A resistência é esperta e sabe que quanto mais energia gastamos remoendo as injustiças a vida vida pessoal, menos tutano teremos para realizar nosso trabalho. Quanto mais energia despendemos buscando apoio de colegas e pessoas queridas, mais fracos nos tornamos e menos capazes de administrar nossa tarefa.

A racionalização é o braço direito da resistência: e seu aliado é a parte de nossa mente que realmente acredita no que a racionalização nos diz. A resistência é medo. Mas com disfarces para não percebermos que é o medo que está nos impedindo, se não sentimos vergonha.

Por isso, ao invés de nos mostrar nosso medo (que pode nos envergonhar e nos impedir a realizar nosso trabalho) a resistência nos apresenta uma série de justificativas plausíveis, racionais para não fazermos nosso trabalho. Muitas dessas racionalizações podem até ser verdadeiras, mas não significam nada.

PARTE 2: Combatendo a Resistência (tornando-se um profissional)

Uma coisa é estudar a guerra e outra é viver a vida de um guerreiro. – Telamon da Arcádia

O “amador” joga por diversão. O profissional joga pra valer. O profissional ama tanto sua vocação que dedica sua vida a ela. Compromete-se integralmente. A Resistência detesta que nos tornamos profissional.

Pare de reclamar e comece a fazer. E seja grato, inclusive pelos fracassos.

A Guerra da Arte - Steven Pressfield

Tecnicamente o profissional recebe dinheiro. Tecnicamente o profissional trabalha por dinheiro. Mas no final das contas, faz por amor. O amador acredita que antes deve vencer o medo e só depois poderá fazer seu trabalho. O profissional sabe que o medo jamais pode ser superado. Um profissional não aceita desculpas.

O profissional dedica-se a dominar a técnica não porque acredita que a técnica seja um substituto para a inspiração, mas porque quer estar de posse de um arsenal completo de habilidades quando a inspiração vier.

O amador acha que sabe tudo ou que pode descobrir tudo sozinho, ao passo que o profissional procura aprender com os melhores.

MEDO DA REJEIÇÃO

A Resistência sabe que temos e usa esse fato contra nós. Usa o medo da rejeição para nos paralisar.

O profissional não pode levar a rejeição para o campo pessoal. As críticas não são os inimigos. A Resistência é o inimigo. A batalha se trava dentro de nossa própria cabeça. Não podemos deixar que a crítica externa, ainda que verdadeira, fortaleça nosso inimigo interno.

Haja o que houver, nunca deixarei a resistência me derrotar.

Um amador permite que a opinião negativa dos outros o derrube. leva a sério qualquer crítica externa. A resistência adora isso. O profissional controla sua reação, domina sua emoção. O profissional não pode permitir que as ações de outros definam sua realidade. O profissional não dá atenção as críticas. Ele aprende a reconhecer a crítica motivada pela inveja e tomá-la pelo que realmente é: o supremo elogio.

O que o crítico mais odeia é aquilo que ele próprio teria feito se tivesse tido coragem.

PARTE 3: Além da Resistência

Assim como a resistência trabalha para nos impedir de fazer o que nascemos para fazer, forças iguais e contrárias contrapõem-se a ela.

O mais importante é todo dia fazermos o nosso trabalho (projeto, atividade, qualquer ação que nos propusemos a fazer). Ao fazer isso uma força invisível (chame como quiser: Deus, natureza, energia…) trabalha a nosso favor. No momento em que uma pessoa se compromete, a providência também começa a se mover.

Steven conta que os grandes trabalhos artísticos já existem em uma esfera superior e estão a espera de uma pessoa (um gênio) para dar vida e corpo à obra. E por Gênio ele quer dizer espírito inspirador.

Steven diz ainda que quando iniciamos um empreendimento/trabalho e abrimos nosso próprio caminho permitimos que essa “força oculta” criadora nos impulsione e trabalhe a nosso favor.

E essa força é muito mais inteligente do que nós. Ela funciona. Ela organiza. Esse princípio da organização faz parte da natureza: as estrelas têm sua órbita, os rios sabem seu caminho para chegar ao mar.

Assim, quando nós criamos algo (um livro, filme, empresa, projeto, atividade) o mesmo princípio se aplica e temos ideias, insights o tempo todo e recebemos tudo o que precisamos para que aquilo seja feito.

Resumindo:

  1. A Resistência é nosso grande inimigo. E é algo interno.
  2. Para combatê-la é preciso simplesmente fazer aquilo que nos comprometemos a fazer
  3. Assim que entramos em movimento/ação, uma força superior também age a nosso favor.

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Chris Dornellas

Chris é fotógrafa e publicitária e entre uma coisa e outra também cuida desse blog. Quando não está na frente do computador se aventura para algum meio de mato, atrás de novas fotos e histórias. Devoradora de bons livros e chocolate meio amargo, também aprecia uma boa prosa e novas amizades.

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